domingo, 4 de outubro de 2015

Jornalismo Sensacionalista


    Cursinho rápido para bandido, é assim que vejo este tipo de jornal.
    E colocar dentro de casa ao vivo um cursinho de como praticar os crimes de varias maneiras, visto que a abordagem vem com os mínimos detalhes de crueldade e são atualizados diariamente.
    Claro que o que eles alegam é bom e informativo para manter a sociedade em alerta para as mais diferentes situações, mas ao mesmo tempo que informa as pessoas de boas intenções, as pessoas que já tem a tendência ao crime, ficam se atualizando nas maneiras mais modernas e sagazes de cometer os crimes.
    Sou a favor da interrupção deste tipo de jornal, principalmente nos canais abertos em que a maior parte da população tem acesso.
    A conscientização do povo também é muito importante, saber escolher os tipos de noticias que entram dentro de sua casa permitindo que crianças, jovens assistam e tomem conhecimento de crimes hediondos.   
    Muitas pessoas desequilibradas e que compartilham, as vezes, dos mesmos motivos que fizeram alguém praticar um crime, se sentem motivadas a reagirem da mesmas forma, incentivando a repetição dos mesmos atos.
    Com a divulgação de um tipo de assassinato, por exemplo, faz com que a população toda assistindo, surjam casos semelhantes a partir daquele. Me lembro quando ouve o caso da menina que foi jogada de um edifício em S.P., logo depois aconteceu um caso idêntico num conjunto habitacional, onde um padrasto taxista jogou um menino pela janela de seu apartamento. Não acredito em coincidências, e vejo que a exposição exagerada pela mídia incentivou a repetição do mesmo.
    Assim como acontece nos E.U.A., em que jovens vão armados para um lugar de grande publico, geralmente lugares onde já sofreram algum tipo de moléstia e cometem sempre o mesmo tipo de barbárie. A divulgação destes crimes não são saudáveis, acarretam revolta e indignação nos seres de boa índole e motivação para a violência dos que já são revoltados.
    Gostaria que as noticias podres ou cruéis fossem extintas do nosso cotidiano, e ficássemos livres das influencias nefastas das pessoas que escolheram o caminho do mal. A mídia explora este tipo de informação por interesse de audiência fazem com que participemos e compartilhemos tais informações. Sabem que as pessoas ainda não começaram a perceber como faz mal absorver estas baixas vibrações emanadas através de estímulos audiovisuais alterando os níveis dos nossos pensamentos. 
    
                                                                                           Andrea Pordeus